Botões parecem simples: um retângulo, uma cor e algumas palavras. Só que é através deles que o usuário realiza as principais ações do produto — comprar, assinar, cadastrar, enviar.

Por isso, um botão mal planejado pode transformar uma tarefa simples em frustração.

Nem todo botão precisa gritar

Crie hierarquia entre ações primárias e secundárias. A ação central deve ser imediatamente identificável pela cor e pelo peso visual, enquanto opções secundárias ou neutras devem adotar estilos outlines ou discretos.

O botão também precisa de espaço

O white space interno do botão não serve só para elegância: ele expande a área de toque e clique. Mantenha alturas mínimas generosas (como 40px a 48px em mobile) para prevenir cliques errados.

Pense no botão antes, durante e depois do clique

Um componente de interação precisa prever múltiplos estados: padrão, hover, pressionado, foco (acessibilidade), carregando (loading spinner) e desabilitado. A interface precisa comunicar o que acontece em cada instante.

Texto de botão não é espaço para explicar tudo

Mantenha o texto em uma única linha e prefira no máximo 3 palavras objetivas. Aja com verbos claros no infinitivo ou imperativo que digam exatamente o que acontecerá a seguir.

Formas conhecidas continuam funcionando

Preserve formas que o cérebro humano reconhece instantaneamente como clicáveis: cantos suavemente arredondados ou pílulas. Criatividade é excelente, mas nunca deve esconder a porta de entrada.

No fim, um botão precisa responder com clareza: "O que acontece quando eu clicar aqui?" Se a resposta é evidente, o botão cumpriu seu papel de transformar intenção em ação.